sábado, 19 de março de 2011

Pequenos problemas na reprodução

A estação de criação é para os criadores uma fonte de questões e também de problemas. Eis aqui alguns deles referentes aos ovos e aos filhotes no ninho.

O que fazer com os ovos claros?

É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros". Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não fazem isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros.
O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos. Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.

Ovo rachado e ovo furado.

Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.

É preciso retirar-se os ovos e depois retorna-los ao ninho?

Muitos criadores retiram os ovos que vão sendo postos até o terceiro para então, devolvê-los juntos ao ninho. Os ovos retirados são colocados sobre algodão ou painço e diariamente revirados para se evitar que o embrião cole na casca. Eles fazem isso para conseguir uma eclosão agrupada. É que, frequentemente, o filhote nascido por último fica menor e, assim, essa demora de crescimento pode levar ao abandono pelos pais e à morte. A morte de um filhote pode prejudicar a totalidade deles se o cadáver não for removido.
Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na galinha, vinte pintainhos podem eclodir ao mesmo tempo.
Experiências têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem. A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou microbiana.

Os recém-nascidos jogados para fora do ninho.

A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios. Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho. Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora.
Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi acto voluntário? A confirmação do ato voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.

O número óptimo de filhotes.

Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente. Frequentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante. Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes. Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada. Existe um número óptimo de filhotes. Ele depende das aves. Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro. Dessa forma tem-se maiores chances de obter-se pássaros grandes. A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos. É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes. Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor. Quando começarem a emplumar fica fácil de identifica-los. Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho. É preciso que saiam por si só. Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos. Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros. É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Incubação / Eclosão

Incubação / Eclosão


Feo Lutino Nevado Macho

Feo Lutino Nevado Macho



  • Incubação : O período de incubação dura 13 dias, contados à partir da data em que os ovos são recolocados no ninho. Podem ocorrer atrasos de 1 ou 2 dias quando as fêmeas não são assíduas ao ninho. Os ovos são incubados exclusivamente pelas fêmeas, que deixam o ninho por breves períodos com a finalidade de se alimentarem e mesmo para defecar. Alguns machos costumam substituí-las nesse espaço de tempo. Nesse período o ambiente deve ser tranquilo e a manipulação da gaiola deve ser rápida para não incomodar a canária. Verificar se os ovos foram fertilizados é tarefa simples e pode ser realizada de várias maneiras: olhar os ovos contra a luz do sol, ou com lanterna, fazendo com que o facho de luz atravesse o ovo, ou ainda, utilizar uma pequena caixa dotada de lâmpada no seu interior e furo suficiente para receber o ovo para inspeção. Ao acender a lâmpada verifica-se por transparência o conteúdo do ovo. Por volta do 6º dia já se percebe a mancha avermelhada contendo vasos no seu interior e que ocupa quase a metade do ovo. Caso se perceba apenas a presença da gema, diz-se que o ovo está "branco". Quando, por qualquer razão, o criador deixa a inspeção para mais tarde - 11º - 12º dia - já encontrará um ovo totalmente opaco e que não permitirá a passagem de luz. Sua casca apresentará brilho e a superfície mais lisa ao tato. Retirar os ovos não fecundados é boa praxe. Se ocorrer de todos estarem brancos retira-se inclusive o ninho por 3 - 4 dias de modo a incentivar que a fêmea faça nova postura.

  • Eclosão : Completados 13 dias de incubação, os filhotes começam a nascer, um após o outro ou todos ao mesmo tempo. É comum que o nascimento ocorra à noite e pela manhã já se encontram todos os filhotes no ninho. Se o período de 13 dias for superado aguarde mais um ou dois dias.

  • Frisado do Norte

    Introdução ao Frisado do Norte


    Desde alguns anos tenho-me deixado fascinar por algumas raças de canários frisados. De grande plumagem pesada rendo-me ao Frisado Parisiense e aos de plumagem ligeira, o Frisado do Norte.

    Talvez este último me atraia pelo seu aspecto seráfico falseado pelo seu espírito rebelde de voo complexo e inesperado. As suas faculdades reprodutoras são boas, embora tendo um ciclo bastante largo de reprodução. Existem com diferentes cores, desde completamente lipócromos até variegados de fundo amarelo e branco puros, a manchados melânicos do ardósia, ao castanho e ao verde assim como totalmente melânicos.

    Embora o seu ciclo reprodutivo seja longo eles são uns bons criadores, pais e mães extremosas com uma grande afeição aos filhotes. Muitas vezes os Frisados do Norte estão ligados ao Frisados Parisiense como amas. Devido ao ciclo reprodutivo ser semelhante geralmente dão bons resultados. Pode-se ter Frisados do Norte como amas mas, no entanto os bons exemplares guardam-se religiosamente para a competição e assim a luta pela proximidade do standard.

    Eu tenho Frisados do Norte por todos estes motivos. Especialmente a sua beleza a aparente fragilidade que é falsa, a maneira da pose ideal em conjunto ao seu frisado subtil e verdadeiramente delicioso aos olhos do observador.

    Numa adaptação livre do Espanhol baseado num artigo, gentilmente cedido por Angel Cabrera na sua web www.aviarioangelcabrera.com en "NOTICIAS Y ARTÍCULOS" escrito por:

    Mário Estrada Juiz de Porte CAJ_FOA e também por ilustrações de Adrián Angulegui Director Rama Porte CAJ_FOA.
    Juez Porte UCRA
    . Será uma adaptação livre em que são seguidas as directrizes destes autores.

    No que diz respeito à pureza da raça e à sua tentativa de alcançar o standard desta mesma, por vezes cometem-se erros muitas vezes irreversíveis ao longo dos anos. Por vezes vemos em Frisados do Norte indícios de plumas de galo, frisados no abdómen e pescoço. Estes são erros crassos ao tentar aumentar o tamanho do exemplar. Consegue-se com canários frisados resultados rápidos mas muito deixam a desejar esbatendo-se o esplendor da ave para que em seguida, em novas gerações, aparecer uma mistura absurda e errada deitando tudo a perder.

    Assim como neste caso do tamanho outros pormenores mancham a direcção natural do criador menos informado. Seguindo a pureza da raça e o seu desenvolvimento natural, seleccionando conscientemente os melhores exemplares. Ao longo dos anos teremos Frisados do Norte ou qualquer raça de canários, consistente e próxima do standard.

    O Frisado do Norte é uma das raças de canários mais populares da actualidade. Muitos são os criadores desta nobre raça dedicando-se com afinco para a melhorar.

    Dentro dos canários de porte a sua classificação é a de Frisado. Neste momento a denominação está condicionada de forma que genotipicamente apresentam plumas Frisadas.

    Isto é, dentro dos canários de plumagem frisada é catalogado como Canários frisado de plumagem ligeira. Considerando os três frisados fundamentais e diferenciáveis bem localizados contracenando com as zonas de plumagem lisa: Cabeça, pescoço, abdómen e canelas. É importante o seu aspecto digno, elegante na posição. Todos os factores foram seleccionados ao longo dos anos sendo muito importante preservá-los.


    Frisado do Norte a História



    A maior parte das raças de porte foram criadas no século XIX. No entanto, e segundo algumas publicações, o Frisado do norte foi das primeiras raças frisadas que surgiram. Surgiram no século XVIII. Pensa-se que por alguma mutação originária de frisados nas penas e que foram explorados.

    No entanto certos manuais de canários de porte afirmam que a sua origem foi muito controversa.

    Segundo a publicação do CNJ-FOCD, a origem da sua mutação proveio do canário comum, sendo o seu país de origem a França no século XIX. No entanto há quem sustente que os famosos Trompeteiros do Rei eram descendentes do “Grande Holandês” .

    Houve um grande intercâmbio de cruzamentos entre canários Franceses e Holandeses, como também Belgas. Originaram várias nuances de frisados, tamanhos e posição. Existem também probabilidades de que haja raças de canários frisados já extintos que ajudaram à formação de Frisado do Norte. Frisé de Roubaix, el Brabançon, el Picard, assim como outras também extintas.

    Pensa-se que o frisado de Roubaix foi extremamente importante no aumento dos frisos subindo a sua posição do então "Holandês do Norte2.

    No entanto entramos no campo das suposições, poderá ser que se consiga mais documentos que nos venham a ajudar a sua origem.

    A denominação antiga de Frisado Holandês do Norte está definida até 1963 em que, neste ano em Fevereiro, a C.O.,M. admite que o Frisado do Norte originário de França, não tem nada a ver com a denominação de holandês, ficando denominado de Frisado do Norte.

    Frisado do Norte Standard



    Standard C.O.M. Hemisfério Norte

    POSIÇÃO 60º

    Erguida. A cabeça pescoço e cauda recta. Patas largas, ligeramente flectidas.

    TAMANHO

    17 cm.

    MANTO

    Abundantes plumas frisadas a fazer o manto que caiem, simetricamente, partindo da linha dorsal para os flancos, Formando o Manto até 2/3 da das costas.

    FLANCOS

    Plumas frisadas que se erguem lateralmente grandes proporções subindo até ao Manto.

    JABOT

    Penas frisadas nascendo dos lados da base do pescoço entrelaçadas terminando em forma de tubo desde a base do pescoço até ao final do externo.

    CABEÇA E PESCOÇO

    A cabeça é estreita bem posicionada de plumagem lisa, o pescoço será igualmente fino, elegante de plumagem lisa.

    ABDOMEN

    Visível com a plumagem lisa

    CAUDA

    Em linha recta com o pescoço estreita.

    CONDIÇÃO GERAL

    Plumagem abundante, sedosa, compacta, de plumas lisas e as frisadas volumosas. Boa saúde, limpo e acostumado à gaiola.

    COR

    São admitidas todas as cores e combinações. Também o factor vermelho.

    GAIOLA DE EXPOSIÇÃO

    Gaiola do Frisado Parisiense, um pouco menor, com dois poleiros de madeira

    ORIGEM

    FRANÇA. Século XIX

    Mutação do canário comum


    Designação detalhada do Standard


    Ombros e Manto:

    O manto deve cair simetricamente do seu centro para os lados sendo o seu centro uma linha definida entre o dorso e a espádua. É necessários que seja volumoso sem tapar outros pontos essenciais.

    Os ombros estarão semi-cobertos pelo manto e igualmente as asas visíveis bem alinhadas sem se cruzarem em consonância com a cauda.

    O frisado do Norte é tanto mais belo quanto aos sedosos frisados que o compõem. Naturalmente os F. Norte nevados ganham, em relação ao

    volume, aos intensos, no entanto é mais difícil obterem-se F. Norte nevados com os frisados na devida posição. Deste modo para não haver um volume demasiado não se devem juntar F. Norte nevados.

    Fig. 1 Fig.2

    A importância da simetria do Manto: Com bastante plumagem, que se veja o volume, marcando o melhor possível o meio do dorso. Um Manto assimétrico Fig. 2 deve ser penalizado deixando a perder a boa estética consonante com o standard.


    Peito “Jabot”

    O Jabot é a denominação das penas do peito. Elas partem do lado do peito juntando-se ao centro da ave, dão um aspecto de tubo. Frisados que mostrem o peito desalinhado ou mostrando o seu interior serão penalizados. Meio Jabot será também penalizado. Um Jabot aberto, ou demasiado grande caindo pela traseira consequentemente falta.

    Fig. 3 Vista lateral total Fig.4 Jabot ideal com a forma de coração

    Fig. 5 jabot desalinhado Fig. 6 Jabot aberto

    Fig. 7 Jabot assimétrico


    Aletas

    As aletas são frisados que sobem lateralmente unindo-se ao manto como “barbatanas”(“nageoire”, ). Deverão ser simétricos e volumosos. São penalizadas aletas assimétricas, desproporcionadas e direccionadas para baixo.

    Fig. 8 Manteau perfeito Fig. 9 Vista lateral em que o manteau é perfeito

    Fig.10 Aleta esquerda para baixo Fig.11 Aletas assimétricas


    Tamanho

    O tamanho deve oscilar entre os 17cm e os 18cm. Quando o tamanho é inferior a 16 cm é seriamente penalizado. Deste modo serão tolerados tamanhos entre os 16cm e superiores não esquecendo o valor do tamanho standard 17 cm. Para o excesso de tamanho a penalização será moderada.

    Fig 12.Perfil.


    Posição

    Fig 13 Hemisfério Norte Fig 14 Hemisfério Sul

    Embora as classificações nos dois hemisférios divirjam quanto ao standard, no Hemisfério Norte devemos atender a uma posição de 60º em que as patas estejam um pouco flectidas.

    A sua gaiola de exposição será a do Frisado Parisiense com dois poleiros. Na altura desta convenção no ano 2000 vem contrapor uma proposta aceite de que o tamanho será de 17cm a 18 cm.

    Fig 15 Defeito da cauda em arco no poleiro Fig 16 Ângulo abaixo do standard.


    Cabeça e pescoço

    Fig 17 Fig 18

    Fig 19 Fig 20

    A cabeça deverá ser pequena um pouco oblíqua, proporcionada ao corpo e coberta de plumas lisas. Não deve apresentar qualquer frisado. Os frisos na cabeça e pescoço denotam que houve cruzamento entre a raça. Devem ser penalizados com rigor.

    Os olhos, cabeça e bico devem ser proporcionados e harmónicos, talvez o bico um pouco mais longo.

    Fig 17.Exemplo correcto. Fig 18. Cabeça com olhos descentrados e o bico desproporcionado. Fig 19. Cabeça com frisos. Fig 20. pescoço com gola.


    Ventre

    O abdómen (ventre) deve estar completamente sem frisados, este deve ser liso e o final, ou fecho do jabot. Assim o “cesto está colocado acima do ventre acabando com o tubo do jabot. Quanto à minha opinião a quebra entre jabot e manto para as partes dorsais e ventre deverão ter a figura de um tubo que é terminado justamente no ventre liso.

    Fig 21. Exemplo correcto Fig 22. Exemplo de erro.

    Ao contrário do Parisiense as penas de galo, (fraldas) não são admitidas (Fig. 22), em vez destas deverá ao prolongamento da cauda recta com todo o corpo (Fig) 21.


    A cauda

    A cauda deve apresentar-se, como atrás foi referenciado, uma extensão de um segmento de recta terminando com o bico. A cauda deve ser comprida e estreita com as pontas alinhadas. Quando faltam pontas de rectrizes ou elas não estão alinhadas, ou partidas, caudas curtas ou falta de harmonia serão despenalizadas.


    Condição geral

    Os F. Norte como todos os outros pássaros devem-se apresentar de saúde e de uma limpeza extrema, Com as penas bem cuidadas sem defeitos ou deformações. São admitidas todas as cores. Os F. Norte vermelhos devem ter a cor de fundo uniforme e bem vincada.

    A gaiola de exposição adoptada é a do Frisado Parisiense com os poleiro mais chegados à distncia de 12 cm^.

    A gaiola deve ter as seguintes medidas:

    36 cm de fundo

    22,5 cm de lado

    34 cm de altura

    PONTUAÇÃO DO FRISADO DO NORTE

    POSIÇÃO

    15 Pontos

    TAMANHO

    15 Pontos

    MANTO

    15 Pontos

    ALETAS

    15 Pontos

    JABOT

    15 Pontos

    CABEÇA E PESCOÇO

    10 Pontos

    ABDOMEN

    5 Pontos

    CAUDA

    5 Pontos

    CONDIÇÃO GERAL

    5 Pontos

    TOTAL

    100 Pontos

    FRISADO DO NORTE FOTO

    Frisado parisiense

    Introdução
    Como referi na introdução ao Frisado do Norte, noto que nos canários frisados pesados o meu preferido é sem dúvida o Parisiense. Vários motivos me levaram a escolher este canário, um deles foi a sua história cheia de guerras, percas e triunfos que o levaram a uma forma distinta até hoje.

    Os factores decisivos que me fizeram adoptar o Parisiense foram, o desafio de os criar, sabendo que era uma raça difícil e de desenvolver ou aproximar-me do seu standard. Mas realmente, para além do seu temperamento dócil, um bocado desajeitado e frágil, sem dúvida a sua beleza de frisados muito bem delineados, as formas típicas do encaracolado simétrico fazem com que seja um rei com um vasto reino a governar.

    Mas não só com palavras se pode falar do Frisado Parisiense, ao observá-lo é como um livro aberto a um standard que deve ser estudada com afinco. É a eles que gostava de passar o gosto pelos canários frisados em particular os Parisienses.

    Com o auxílio do Sr. POLAKOWSKI Jean-Marc pela bibliografia que me facultou utilizar, e os esclarecimentos de que lhe solicitei, assim como a colaboração do Juiz internacional Nery de Azevedo com fotos e algumas ideias. Deixo-vos o endereço Web de um grupo dedicado aos canários que é, a nível internacional, de extrema utilidade para o conhecimento mais aprofundado dos canários. Com fotos e informações de todo o interesse para quem gosta de canários: http://groups.yahoo.com/group/FriseParisien

    FRISADO PARISIENSE HISTÓRIA


    O canário comum foi descoberto nas ilhas Canárias pelo navegador Jean de Bettencourt, navegador Normando e de Chambellan de Charles VI. Tudo se passou no início do século VI, 1400.

    O canário comum não existe somente nas ilhas Canárias e Madeira, como também e em grande quantidade nos Açores. Em São Miguel são de tal maneira numerosos que são um petisco para aqueles que não os gostam de ver voar e cantar.

    Mais tarde um navegador Holandês, ao visitar as ilhas, capturou um grande número de canários. Levou-os para a Holanda onde se multiplicaram facilmente. Com o preciosismo de apurar a raça, que se dava para isso, apresentando pequenas mutações que eram seleccionadas. Deste modo conseguiram espécimes que lhes agradavam denominando-os por Canários Holandeses.

    Os Belgas, grandes ornitófilos, obtiveram alguns espécimes a que se dedicaram com afinco. Ao conseguirem a sua pretensão denominaram-na de Bossu Belga.

    Perto de 1840 a Duquesa de Berry, amante da canaricultura, depois de ter importado um exemplar de canário Holandês em França, foi tal o seu fascínio que pretendeu ver os grandes centros de criação na Bélgica, do já famoso canário Holandês. Os Amadores Franceses não ficaram indiferentes a esta introdução. Ficaram completamente rendidos na exposição de Lille e compraram alguns exemplares com fito na sua criação. Torná-los mais belos, maiores, com o corpo afunilado e plumagem mais aberta. Foram dados os primeiros passos.

    Foi em 1887 que no primeiro concurso em Paris de canários frisados que se fundou a primeira Associação Ornitófila “ La National”.


    Foto gentilmente cedida por: POLAKOWSKI Jean-Marc veja: http://groups.yahoo.com/group/FriseParisien

    Estes iniciantes de plumas frisadas eram muito diferentes das raças actuais existindo uma enorme distancia entre uns e outros. A expressão “Holandês”, para designar este canário frisado, é muito genérica abarcando três tipos de canários frisados:

    O Holandês Parisiense, o Holandês do Norte ou Lillois, ou Roubaisien, muito parecido com o Frisado do Norte actual. Belo elegante, mais pequeno, resultado de um cruzamento entre um canário vulgar e um Parisiense. E por fim o Holandês Belga. Designado, pouco depois, por Bossu Belga. Aquele canário com a forma dorsal curva detestada pelos franceses e que na época era vendido por somas astronómicas.

    Em tempos longínquos os comerciantes de pássaros, os passarinheiros de então, vendiam parisienses cruzados de Frisados do Norte por grandes quantias. Desvalorizavam as duas raças começando a haver confusões e perca de standard. No entanto grandes criadores seleccionavam o Parisiense à margem do mercado. Eles estudavam a raça e as suas transformações, trocavam entre eles bons exemplares sempre no intuito de melhorar. E foi o que sucedeu.

    Hoje em dia há várias formas e nuances de Parisienses. É necessário continuar a seleccionar as aves mantendo as suas características originais. Depois de algumas transformações e mutações tendo como base o Parisiense existem outras raças semelhantes, como o AGI (Frisado Gigante Italiano), o Paduano, o Melado Tenerifenho, etc. Todas são válidas pela C.O.M (Confederation Ornitologique Mondiale). É necessário que o criador se mantenha fiel a cada raça melhorando, não por introdução de outra raça, mas pela própria evolução dessa mesma raça.

    FRISADO PARISIENSE STANDARD


    O Frisado Parisiense distingue-se, dentro dos canários frisados, pela sua robustez, adaptação e também pelo seu canto. Os seus dotes reprodutivos são ligeiramente inferiores aos das raças robustas, no entanto podem criar por eles mesmos sendo dispensáveis as amas.

    Distinguem-se igualmente pela sua força, a sua plumagem e a sua elegância:

    O comprimento do corpo e da sua plumagem e os contornos maciços dão-lhe um aspecto possante e harmonioso. Lateralmente surgem as aletas, ou “nageoires”, ou barbatanas, que se erguem abaixo do jabot e paralelamente sobem até ao dorso formando um tubo largo em conjunto com o manto e o dito jabot. Quanto mais acentuadas estas aletas, tanto mais valiosa é a ave, quanto maior for o tubo melhor é a sua constituição como Parisiense.

    As suas dimensões estão incluídas entre os maiores canários do mundo. Deseja-se desde a extremidade do bico até ao fim das penas da cauda um comprimento de 20 a 22 cm. Este tamanho não pode ser linear na medição matemática, deverá ter em conta a sua dimensão em trabalho no julgamento. Não se querem dimensões desproporcionadas deve haver harmonia entre a cauda e o resto do corpo assim como as asas.

    No início da cauda querem-se plumas caindo afuniladas ladeando as rectrizes da dita cauda. São chamadas plumas de galo devido ao seu aspecto semelhante às penas caídas dos galos.

    Na cabeça as penas devem surgir de um ponto caindo como uma calota não demasiado carregada, fina com um aspecto original. Existem variados tipos de cabeças como as de tipo elmo onde as penas do collier ou gola se juntam na nuca elevando-se e caindo para diante, como um capacete. A casquete da cabeça, ou boné, pode não ser centrado num ponto, embora com menos valor, poderão possuir “riscas” de onde sobressaem as penas que caiem lateralmente ou mesmo de fronte.

    É muito difícil um exemplar reunir tantas qualidades mas, mesmo não as tendo, poderá ser a chave para o início de um bom plantel. Os casais que criam os seus filhos devem ser privilegiados, tentando formar casais que também reúnam estas qualidades. É bom que, mesmo que as aves não criem os próprios filhos, possam criar os das amas. Assim permite-se transmitir o instinto maternal e paternal. Se existir esse sentir podemos partir para uma nova postura com o garante de bom desempenho dos pais. A criação de Frisados Parisienses como noutras raças, e espécies de aves, deve-se sempre tentar bons exemplares que sejam auto-suficientes tornando-se mais libertos de falhas de autonomia na raça, (factor importante).

    O Parisiense é uma ave sólida, de boa saúde, e um cantor como qualquer canário comum.

    Na plumagem podemos encontrar três tipos de plumagem:

    • A plumagem fina (muito procurada)
    • A plumagem comum ou semi-fina)
    • A plumagem forte

    Estas três nuances podem ser também igualmente onduladas. Devem servir ao criador como referencia para os acasalamentos. De preferência um exemplar de plumagem fina, ou semi-fina com outro de plumagem forte. Os Parisienses igualmente deverão ser acasalados nevado com intenso, nos brancos ou de fundo branco deverão ser acasalados com exemplares nevados. Podem-se equilibrar os frisados jogando com todos estes factores. É moroso conseguir-se um bom plantel. De início devem-se comprar exemplares razoáveis para se perceber a ave, compreender toda esta teoria e concretizar aos poucos a reunião de um plantel de Parisienses de alto nível.

    São distintas na eflorescência da plumagem, três outros itens:

    • O Manteau, (Manto) não deve cair de um ponto, como o AGI (Arrizato Gigante Italiano), mas de uma linha longitudinal que deixa cair todo o seu frisado simetricamente para baixo.
    • O Jabot (Penas do peito). Este deve ser formado como um colete que sobressai do corpo da ave, ou seja, as penas devem ser viradas para dentro e fechadas como uma concha, é muito importante serem simétricas e equilibradas.
    • As Nageoires (Aletas) Elas vêm desde a raiz inferior do Jabot elevando-se simetricamente até ao manto podendo-se sobressair um pouco mais.

    Estes três factores, quando perfeitos, tornam o Parisiense muito belo e elegante, majestoso talvez, dando um aspecto de um tubo uniforme completado com o resto dos itens: Gola, Casquete, Plumas de galo, Culotte e Asas.

    As asas devem proporcionar o voo. Dizem que o Parisiense voa mal… Quando tem cerca de 45 dias e já fizeram um ensaio na gaiola creche passam para a sala de voo e voam tão bem como os outros canários. Fortalecem-se conseguindo maior crescimento e músculos mais fortes e sadios com uma plumagem excelente. Também a ave torna-se mais robusta e feliz quando proporcionado tal exercício. As asas devem ter bem nítidas as rémiges que se mostram alinhadas não se sobrepondo.

    As Culotte. Em Português, culotes. Não são mais que o crescimento de plumagem um pouco antes da canela e até aos tarsos. É um item muito apreciado em concursos acrescentando valor ao julgamento da ave

    As plumas de galo, como atrás mencionei, caem largas desde o sopé da cauda até diminuírem de tamanho acompanhando a cauda até desaparecerem.

    A Casquete ou elmo. ou poupa, partindo de um centro são muito apreciadas. Embora o Frisado Parisiense anatomicamente tenha um crânio pequeno é muito importante que a plumagem a cubra abundantemente. Quanto melhor é o aparente tamanho da cabeça, mais valiosa a sua classificação.

    A gola é constituída por plumas que acompanham o pescoço longo deste frisado juntando-se à cabeça. Devem ser pronunciadamente dirigidas para cima folgadas como numa camisola de gola alta.

    Desta forma se apresenta o Standard do Frisado Parisiense, cheio de pormenor e curiosidade para o canaricultor. Uma aventura deveras aliciante para quem gosta de desafios. O Parisiense é sem dúvida um marco na história da canaricultura, aliciando qualquer criador.

    FRISADO PARISIENSE FOTOS

    Comportamentos


    Comportamentos


    Comportamentos na reprodução:

    Quando se juntam os pares, os mais diversos aspectos comportamentais verificam-se. Desde a fêmea que está pronta e necessita de fazer o ninho o mais depressa possível para pôr os ovos, não ligando ao macho, fazendo todos os preparos na construção do ninho e consequente postura de ovos estéreis. Neste caso o macho está de parte, não interferindo, talvez por não se sentir ainda preparado, geralmente passa o tempo no fundo da gaiola. Até ao extremo em que o macho está pronto e a fêmea não, ou por questões de saúde ou apenas por ainda não ter chegado o momento. Então brigam parecendo um casal completamente incompatível.

    No primeiro caso a fêmea deve chocar os ovos goros e ao 13 dia retiram-se, o macho deve ser preparado com sementes germinadas todos os dias e vitaminas AD3EC e um aumento da variedade da ração. Quando tal acontece retiro o macho só voltando a juntar quando os ovos goros da fêmea chegam ao 13 dia. No segundo caso separo o casal pelo separador invisível (de grade) preparando a fêmea com comida em grande variedade não esquecendo as sementes de germinar e coloco-lhe o ninho passado dois ou três dias. Se vejo algum interesse da fêmea pelo macho e se houver correspondência ao mesmo tempo que o ninho começa a ser feito, aí junto-os e em princípio o casal estará formado.

    Casais incompatíveis
    Quando há casais que brigam sempre que se juntam lutando pela posse do espaço, tendo um temperamento bastante conflituoso, deve-se proceder com os maiores dos cuidados se queremos que eles mesmo assim acasalem. Se o problema é mesmo incompatibilidade e não por motivos de saúde, existe sempre uma hipótese que é a de ficarem algum tempo separados apenas pela grade invisível, cerca de uma semana e meia, a seguir deve-se colocar o ninho à fêmea e material para que ela construa o ninho. Quando repararmos que ela inicia a construção do ninho devemos retirar a grade separadora ao pôr-do-sol e voltar a colocá-la de manhã. Quando a fêmea puser o 3º ovo retira-se o macho definitivamente deixando a fêmea incubar sozinha tratando dos filhotes até à independência, voltando a repetir a técnica.

    Por vezes o macho quando a fêmea está no ninho fica a seu lado chocando os ovos. Há vezes mesmo que lhe arranca penugem significando falta de espaço que, uma vez reposto, evita a continuação da picagem.

    Cada ave tem o seu temperamento, uns mais calmos e pacíficos, outros intempestivos e nervosos. Por vezes depois de acasalados revelam uma personalidade que nos surpreende. Acontece, por vezes, casais totalmente incompatíveis e agressivos que com outros parceiros modificam completamente o seu carácter tornando-se bons pais e companheiros.

    Outros comportamentos:

    Uma das condicionantes do comportamento é sem dúvida o espaço. Muitas aves com pouco espaço tem tendência a picarem-se, a não puderem enfrentar as aves dominantes acabando por enfraquecer e mesmo sucumbir. Relembro que a medida de 1m3 para 4 aves é o aconselhável, medida esta dada para voadouros com vários m3 de capacidade. Os canários tem um grande sentido de grupo especialmente quando jovens, desaparecendo na altura da reprodução. Não são só os machos que são territoriais, as fêmeas também disputam os seus espaços acentuando-se à medida que a época da criação se aproxima.

    Quando a luminosidade é muita os jovens pássaros tendem a ficar agressivos especialmente no período da muda da pena, período este em que as aves devem estar tranquilas evitando-se stress desnecessário. Num voadouro espaçoso as aves tendem a estar calmas, escolhendo os seus abrigos, locais onde se alimentam, onde bebem água e se banham.

    A ocupação da ave é muito importante pois dela depende a sua felicidade. Uma vez no voadouro elas procuram sementes abandonadas, grit, pedaços de fios e de papel. Voam deslocando-se por todo o lado numa exploração que parece não ter fim e há sempre espaço para estarem sós, usando os poleiros individuais. Quando as aves estão numa gaiola deve-se lhes arranjar ocupação, nomeadamente machos com fêmeas no choco e crias separadas há pouco tempo, atando fios de sisal ou serapilheira às grades, fornecendo-lhes espigas de painço, proporcionando-lhes banho em dias alternados.

    Os canários jovens costumam beijar-se independentemente se são machos, se fêmeas. Fazem-no para se demarcar uns dos outros relembrando os pais enquanto no ninho. É um sinal de protecção mútua. As jovens aves começam desde cedo a reconhecer o tratador e muitas vezes, no voadouro, pousam-lhe em cima. Para mim é gratificante quando tal acontece sentindo-me mais uma vez responsável pelo bando.

    Por vezes acontece, ao agarrar-se um macho para juntar com uma fêmea, ele começar a cantar na nossa mão sabendo o fim a que se destina, demonstração de entendimento entre ave e tratador.

    No ninho há fêmeas que, mesmo com os filhotes já com alguns dias, recusam-se a sair do ninho. Quando quero inspeccionar o ninho quase que tenho de agarrá-las para ver os filhotes. Fazem-no, penso eu, com o intuito de proteger o ninho. Lembro-me que os pintassilgos fêmeas selvagens, quando estão na incubação, procedem do mesmo modo deixando quase tocar-lhes.

    É bastante interessante observar o comportamento dos canários, comportamento esse que embora tenha muitos aspectos comuns, outros são bastante particulares. Há comportamentos que são hereditários, outros derivados ao meio, por vezes descura-se o comportamento em favor de outras características à partida mais valorosas, no entanto pense que só com aves que sejam equilibradas na reprodução se podem difundir as características físicas tão desejáveis. É de extrema importância que consigamos aves completas em todos os factores ganhando e tornando viável cada raça.

    Satiné

    Esta mutação é hereditária recessiva e ligada ao sexo, como tal idêntica ao factor pastel.
    O Satine actua como bloqueador da produção da melanina negra (olhos vermelhos, bico patas e unhas são claras), fazendo desaparecer totalmente a eumelanina negra bem como a phaeomelanina castanha.
    O desenho da cabeça, dorso e flancos deve ser nítido, fino e curto. A cor beige escura sobre um fundo muito claro, realça o contraste do desenho dorsal.

    Neste canário o criador deve ter presente no seu trabalho (acasalamentos) dois pontos chave importantes a saber:
    1- Se procurarmos aves muito brancas corremos o risco de perder o desenho da cabeça.
    2- Se perdemos o desenho dorsal, como consequência perdemos o contraste.
    3- Se pelo contrario acentuarmos demasiado o desenho dorsal, obteremos exemplares muito marcados, mas com estrias demasiado largas e compridas.

    Como tal um exemplar de qualidade deve possuir, nas rémiges um branco o mais puro possível e bem visivel.
    O desenho fino e curto (partido), as estrias bem visíveis partindo da cabeça dorso e flancos. A cor deve ser tonalidade beige, nem muito clara nem muito escura.
    Para obtermos um desenho típico, próximo do Standard COM devemos evitar cruzamentos com canários clássicos (negros e castanhos), pois assim estamos a prolongar e alargar as marcações dorsais (estrias).
    O criador destas aves deve ter como finalidade, procurar obter canários portadores resultantes de Ágatas ou isabeis, que tenham um desenho fino e curto.
    No entanto o método melhor de acasalamento é Satine X Satine. desde modo consegue-se visualizar a quantidade e os defeitos de cada reprodutor.
    Dando continuidade ao acima referido, procuro acasalar um exemplar com estrias pouco visíveis com outro exemplar muito bem marcado (lei da compensação), com incidência na cabeça. É de grande importância termos atenção à qualidade de plumagem dando sempre preferência aos exemplares de pena curta.

    Resultado dos Acasalamentos

    1- Satine x Satine
    100% Satine
    2- Macho Portador Satine x Fêmea Satine
    25% Macho Satine
    25% Macho portador de Satine
    25% Fêmeas Satine
    25% Fêmeas Clássicas
    3- Macho Satine x Fêmea Clássica
    (Isabel ou Ágata)
    50% Macho Portador Satine
    50% Fêmeas Satine
    4- Macho Portador Satine x Fêmea Clássica
    (Isabel ou Ágata)
    25% acho Portador de Satine
    25% Macho Clássico (difícil de distinguir só através
    de uma analise do seu genotipo,
    nos cruzamentos posteriores).
    25% Fêmeas Satine
    25% Fêmeas Clássicas

    Autor: Carlos Lima

    Vinagre de maçã ou sidra

    O vinagre de sidra é um produto muito fácil de encontrar, qualquer supermercado, mercearia ou mesmo ervanária têm.
    E um produto natural. Muitas pessoas utilizam no tempero de saladas e outros alimentados.
    Quanto a parte ornitológica.
    O vinagre de sidra faz o mesmo efeito que a colina. Este conte uma substancia a qual se da o nome de “coilina”.
    Já se sabe que os problemas hepáticos nas aves muitas vezes são provocados por excesso de gordura no fígado, a alteração da flora intestinal (parte que protege o estômago) normal, causa frequentemente infecções intestinais.
    Quanto aos benefícios para as aves são vários.
    Quando as aves estão demasiado gordas por norma costuma se comprar “colina” e fazer-se uma dieta de sementes.
    Quase todas as sementes são ricas em gordura claro que não ceram todas as sementes, mas muitas são. As sementes ditas sementes pretas (cânhamo, nabo, níger, entre outras) são muito ricas em gordura. As aves mais gulosas se não se tiver algum cuidado acabaram por dar problemas. A ave deixa de comer todas as sementes e começa por fazer uma alimentação pouco adequada comendo só um ou dois tipos de alimentos, por norma sementes pretas.
    Os primeiros sintomas visíveis a olho nu. São fadiga ao fazer pequenos voos, arfar em dias de muito calor, a ave parece muito forte, o que ate nos parece bem, pois a ave parece maior, dificuldades na criação (as copulas são falhadas) … etc.
    A utilização do vinagre de sidra durante alguns períodos do ano vai resolver muitos dos problemas a que me referi entre outros.
    O vinagre de sidra contem uma substancia “coilina” que é de grande consistência quando ingerida pelas aves e fixa-se nas paredes musculares internas do estômago da ave protegendo o e fazendo que este fique mais forte. Assim pode facilitar na digestão e eliminação das gorduras.
    Isso pode conseguir-se com a administração de vinagre de sidra.

    Modo como se deve utilizar.
    Diluir uma colher cheia de sopa (10ml) por cada litro de água.
    Repetir esta operação duas vezes por semana, nos outros dias água normal.

    Nota: O grite e uma boa escolha das sementes são também muito importantes.

    Como curiosidade. Há criadores que juntam o vinagre de sidra na água do banho das suas aves. A sua acidez tem propriedades que as aves apreciam. As plantas e frutos são utilizados na natureza por muitos animais selvagens como anticéptico para evitar muitas moléstias pragas.